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Entenda Como é a Cirurgia de Adenomiose e Suas Etapas

A Adenomiose é uma condição ginecológica caracterizada pelo crescimento anormal do tecido endometrial dentro da parede muscular do útero. Ela pode causar sintomas como cólicas intensas, sangramento menstrual excessivo e dor pélvica crônica.

Em muitos casos, tratamentos clínicos podem ajudar a aliviar os sintomas, mas quando essas abordagens não são eficazes, a Cirurgia de Adenomiose se torna uma opção viável. 

Entenda Como é a Cirurgia de Adenomiose e Suas Etapas

Neste artigo, você vai conhecer as etapas da cirurgia de adenomiose, desde a avaliação pré-operatória até a recuperação, compreendendo como esse procedimento pode trazer alívio. Vamos lá?

Avaliação pré-operatória: o primeiro passo

Antes de qualquer intervenção cirúrgica, a paciente deve passar por uma avaliação completa para confirmar o diagnóstico e determinar a melhor abordagem terapêutica

Esse processo inclui exames detalhados e uma análise minuciosa do histórico médico.

Os principais exames realizados são:

  • Ultrassonografia transvaginal: método inicial para avaliar a presença e extensão da adenomiose;
  • Ressonância magnética: exame complementar que permite uma visualização detalhada das lesões e a diferenciação de outros problemas ginecológicos;
  • Avaliação clínica: conversa detalhada com o médico para entender a intensidade dos sintomas e o impacto da doença na vida da paciente.

Com base nesses resultados, o ginecologista determinará se a cirurgia é a melhor opção e qual técnica será mais adequada para o caso específico.

Quer conversar sobre seus sintomas e entender o que está causando sua dor? Não deixe de agendar uma consulta!

Tipos de cirurgia para adenomiose

A escolha do tipo de Cirurgia para Adenomiose depende de fatores como a gravidade dos sintomas, a idade da paciente e o desejo de manter a fertilidade. 

Conheça a seguir as duas abordagens principais para o tratamento cirúrgico da adenomiose.

Histerectomia: tratamento definitivo

A histerectomia é a remoção total do útero e é considerada o único tratamento definitivo para a adenomiose. 

Esse procedimento é indicado principalmente para mulheres que não desejam mais engravidar e que apresentam sintomas severos e persistentes.

A cirurgia pode ser realizada de diferentes maneiras:

  • Histerectomia laparoscópica: técnica minimamente invasiva, realizada por pequenas incisões no abdômen, permitindo uma recuperação mais rápida e menos dor pós-operatória;
  • Histerectomia robótica: abordagem moderna que oferece maior precisão cirúrgica e menor risco de complicações;
  • Histerectomia aberta (laparotomia): menos comum, realizada em casos mais graves ou quando há dificuldades técnicas para a abordagem minimamente invasiva.

Adenomiectomia: opção para quem deseja preservar a fertilidade

A adenomiectomia consiste na remoção seletiva das áreas afetadas pela adenomiose, preservando o útero. 

Essa técnica costuma ser indicada para mulheres que ainda desejam engravidar, mas apresenta algumas limitações, como o risco de recidiva da doença.

A adenomiectomia pode ser realizada por:

  • Histeroscopia: indicada para casos mais superficiais e focais, quando a adenomiose está restrita ao revestimento interno do útero;
  • Laparoscopia ou cirurgia robótica: métodos minimamente invasivos para remover os focos da doença com precisão.

Embora a adenomiectomia possa melhorar a fertilidade, é importante ressaltar que há riscos associados, como cicatrizes no útero, que podem afetar uma gestação futura.

Durante nossas consultas, vou explicar todos os detalhes das suas opções de tratamento e você também poderá tirar dúvidas para entendermos o melhor para você. Entre em contato para marcar seu horário!

Como é o procedimento cirúrgico?

A cirurgia para adenomiose segue um protocolo bem definido, garantindo que o procedimento seja realizado de maneira segura e eficiente. As etapas incluem:

  1. Preparo pré-operatório
    • A paciente deve seguir as recomendações médicas, como jejum antes da cirurgia e suspensão de alguns medicamentos;
    • Exames pré-operatórios são realizados para garantir que não haja contraindicações para a cirurgia.
  2. Realização da cirurgia
    • A paciente recebe anestesia geral associada a um bloqueio espinhal (raqui ou peridural), na maioria dos casos;
    • O cirurgião faz pequenas incisões (no caso da laparoscopia) para introduzir os instrumentos cirúrgicos e a câmera;
    • No caso da histerectomia, o útero é removido completamente, enquanto na adenomiectomia apenas as áreas afetadas são retiradas;
    • Após o procedimento, as incisões são fechadas com pontos ou adesivos cirúrgicos.
  3. Pós-operatório imediato
    • A paciente é monitorada nas primeiras horas para controle da dor e avaliação dos sinais vitais;
    • Na histerectomia laparoscópica, a alta hospitalar pode ocorrer em até 24 horas, enquanto na cirurgia aberta pode ser necessário um tempo maior de internação.

Recuperação e cuidados pós-operatórios

A recuperação após a cirurgia de adenomiose varia conforme o tipo de procedimento realizado. 

Algumas recomendações são fundamentais para garantir um pós-operatório tranquilo e sem complicações:

  • Uso adequado de medicamentos: analgésicos são prescritos para minimizar o desconforto pós-operatório;
  • Outras práticas para aliviar a dor: técnicas como fisioterapia podem auxiliar no alívio da dor.
  • Repouso: é importante manter repouso relativo, evitando atividades físicas intensas nas primeiras semanas. A paciente pode retornar a atividades leves dentro de 7 a 14 dias, dependendo do tipo de cirurgia realizada.
  • Cuidados com as incisões: manter as áreas operadas limpas e secas para prevenir infecções;
  • Observar sinais de alerta: ter atenção a sinais como vermelhidão intensa, inchaço ou secreção anormal.
  • Abstinência sexual: o período de abstinência varia de acordo com a recuperação, mas geralmente é recomendado um intervalo de quatro a seis semanas antes do retorno à atividade sexual.
  • Acompanhamento médico: consultas regulares são fundamentais para monitorar a recuperação e ajustar eventuais tratamentos complementares. Em casos de adenomiectomia, pode ser necessário um acompanhamento mais próximo para avaliar o risco de recidiva da doença.

Vamos conversar com mais detalhes sobre o seu caso específico? Agende o seu horário!

A cirurgia para adenomiose pode ser a solução para mulheres que não encontram alívio com tratamentos clínicos não invasivos. Seja por meio da histerectomia ou da adenomiectomia, o procedimento oferece benefícios significativos, mas deve ser avaliado com cautela por um especialista.

Se você tem adenomiose e está considerando a cirurgia como uma opção de tratamento, agende uma consulta para entendermos o melhor caminho para o seu caso! Você não precisa sentir dor sozinha.

Dra. Paula Deckers

Ginecologista Obstetra

Especialista em Endoscopia Ginecológica / Cirurgia minimamente invasiva

Ginecologista Oncológica

CRM: 168500 – SP | RQE 114443

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